quinta-feira, 25 de outubro de 2012

50 TONS DE CINZA


Como explicar o sucesso estrondoso do livro? Vi uma opinião interessante da terapeuta Regina Favre no programa Metrópolis da tevê Cultura de São Paulo (assista pelo link abaixo) que poderíamos resumir assim:

Até a década de 1960, a grande meta da mulher era encontrar e reter um homem que a protegesse (e a quem ela ficava submissa). Depois da liberação feminina, a mulher ainda não encontrou um novo modelo de realização pessoal. O modelo de liberdade total que Amy Winehouse simbolizou é assustador, pois juntamente com a fama e a fortuna vem o risco de morte.

O sucesso do livro, segundo a terapeuta com 35 anos de experiência clínica com mulheres, deve-se à proposição de um novo modelo de realização pessoal feminino: independência na vida pública (no trabalho, etc) e submissão, por um homem que valha à pena, entre quatro paredes.

No reino animal, o sexo mais forte fisicamente sempre predomina sobre o mais fraco, assim, é da natureza do homem dominar e da mulher submeter-se. A conquista da independência feminina, como efeito colateral, subtraiu das mulheres poder de reter os homens (apenas levá-los para cama é bem mais fácil). 50 Tons de Cinza sugere uma alternativa que, ao ser tão bem recebida pelo público feminino, reafirmaria o que muitas mulheres têm dificuldade de aceitar: que não são somente eles que gostam de dominar, elas também gostam, e muito, de ser dominadas.


Foto: © Canaris | Dreamstime.com

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

DILEMAS FEMININOS

Muitas feministas, ao se casarem, não querem adotar o sobrenome do marido, preferem manter o de solteira, ou seja... do pai. Usar o sobrenome de um homem ou de outro, que dilema!

É inegável que muito do esforço que as mulheres fazem para ficar bonitas é mais para impressionar as outras mulheres do que para agradar aos homens. Por exemplo, toda mulher que tem êxito na dieta chega a um momento em que precisa decidir se para no ponto em que os homens apreciam ou emagrece até causar profunda inveja nas amigas. Que dilema!

Na revista Veja da semana passada saiu o artigo “Data vênia, seu Prada é o máximo” falando sobre mulheres profissionalmente bem sucedidas que não hesitam em gastar fortunas para se vestirem com as mais conceituadas grifes. Para essas não há dilema! Certamente, preferem humilhar as colegas a agradar os homens. Sim, porque homem, geralmente, é incapaz de reconhecer um Prada. Há até uma cena antológica a respeito no filme Legalmente Loira: a advogada protagonista descobre que um sujeito é gay ─ o que, no caso, desmontava a tese da parte contrária ─ simplesmente porque o vê debochar de um sapato Prada por ser da coleção anterior.


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