sábado, 17 de novembro de 2012

O MINISTRO PREFERE A MORTE

Recentemente, o Ministro da Justiça admitiu que os presos brasileiros são mantidos em condições desumanas, textualmente, disse: "Entre passar anos num presídio brasileiro e perder a vida, eu talvez preferisse perder a vida", "Temos um sistema prisional medieval, que não só desrespeita os direitos humanos como também não possibilita a reinserção"(*). A fala do ministro renova a atualidade de reflexões que, há mais de um ano, postei neste blog: http://www.datrabalhoserfeliz.blogspot.com.br/2011/09/vinganca-e-justica.html

Foto: © Kmiragaya | Dreamstime.com
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

O "PLANO B" DO AMOR

O amor é essencial à felicidade humana, mas dá trabalho.

Muitos casais optam por não ter filhos. Filhos dão trabalho. Antigamente, eram submissos e, quando saiam da linha, uma boa sova os endireitava. Hoje, dão ainda mais trabalho. Principalmente porque a molecada, informada pela internet, se julga mais sabida que os adultos. E o consumo de drogas banalizou-se, ninguém está livre de ter filhos drogados flertando com a tragédia.

Ficou difícil até para os casais se formarem. Homens e mulheres não se entendem mais. Cada gênero sempre teve seu modo peculiar de pensar, sentir e desejar. Porém, outrora, a mulher se sujeitava às vontades do homem. Com o pensamento contemporâneo, o homem perdeu o ímpeto de dominar e a mulher passou a considerar a submissão humilhante. Todavia, a natureza humana não mudou, o homem continua desejando dominar e a mulher ser dominada. Como isso se tornou culturalmente inaceitável, diminuiu o entusiasmo de parte a parte (veja uma proposta de solução na postagem abaixo).

Atualmente, quem substitui o amor da companhia estável que o solitário desistiu de procurar? Quem supri o afeto dos filhos que o casal abdicou de ter? E para quem vive em família, quem complementa a atenção de que se julga merecedor e se cansou de reivindicar? O cachorro.

Saia justa verídica: Meu amor, comprei vários presentinhos para você! Gritou a mulher, ao entrar em casa, para o cão que vinha recebê-la. Oba, quero ver! Respondeu o marido no cômodo ao lado.

Foto: © Crazy80frog | Dreamstime.com

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

50 TONS DE CINZA


Como explicar o sucesso estrondoso do livro? Vi uma opinião interessante da terapeuta Regina Favre no programa Metrópolis da tevê Cultura de São Paulo (assista pelo link abaixo) que poderíamos resumir assim:

Até a década de 1960, a grande meta da mulher era encontrar e reter um homem que a protegesse (e a quem ela ficava submissa). Depois da liberação feminina, a mulher ainda não encontrou um novo modelo de realização pessoal. O modelo de liberdade total que Amy Winehouse simbolizou é assustador, pois juntamente com a fama e a fortuna vem o risco de morte.

O sucesso do livro, segundo a terapeuta com 35 anos de experiência clínica com mulheres, deve-se à proposição de um novo modelo de realização pessoal feminino: independência na vida pública (no trabalho, etc) e submissão, por um homem que valha à pena, entre quatro paredes.

No reino animal, o sexo mais forte fisicamente sempre predomina sobre o mais fraco, assim, é da natureza do homem dominar e da mulher submeter-se. A conquista da independência feminina, como efeito colateral, subtraiu das mulheres poder de reter os homens (apenas levá-los para cama é bem mais fácil). 50 Tons de Cinza sugere uma alternativa que, ao ser tão bem recebida pelo público feminino, reafirmaria o que muitas mulheres têm dificuldade de aceitar: que não são somente eles que gostam de dominar, elas também gostam, e muito, de ser dominadas.


Foto: © Canaris | Dreamstime.com

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