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sábado, 17 de novembro de 2012
O MINISTRO PREFERE A MORTE
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O "PLANO B" DO AMOR
O amor é essencial à felicidade humana, mas dá trabalho.
Saia justa verídica:
Meu amor, comprei vários presentinhos para você! Gritou a mulher, ao entrar
em casa, para o cão que vinha recebê-la. Oba,
quero ver! Respondeu o marido no cômodo ao lado.
Foto: © Crazy80frog | Dreamstime.com
Muitos casais optam por não ter filhos. Filhos dão trabalho.
Antigamente, eram submissos e, quando saiam da linha, uma boa sova os endireitava.
Hoje, dão ainda mais trabalho. Principalmente porque a molecada, informada pela
internet, se julga mais sabida que os adultos. E o consumo de drogas banalizou-se,
ninguém está livre de ter filhos drogados flertando com a tragédia.
Ficou difícil até para os casais se formarem. Homens e mulheres
não se entendem mais. Cada gênero sempre teve seu modo peculiar de pensar, sentir
e desejar. Porém, outrora, a mulher se sujeitava às vontades do homem. Com o
pensamento contemporâneo, o homem perdeu o ímpeto de dominar e a mulher passou
a considerar a submissão humilhante. Todavia, a natureza humana não mudou, o
homem continua desejando dominar e a mulher ser dominada. Como isso se tornou
culturalmente inaceitável, diminuiu o entusiasmo de parte a parte (veja uma
proposta de solução na postagem abaixo).
Atualmente, quem substitui o amor da companhia estável que o
solitário desistiu de procurar? Quem supri o afeto dos filhos que o casal abdicou
de ter? E para quem vive em família, quem complementa a atenção de que se julga
merecedor e se cansou de reivindicar? O cachorro.
Foto: © Crazy80frog | Dreamstime.com
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
50 TONS DE CINZA
Como explicar o sucesso estrondoso do livro? Vi uma opinião interessante da terapeuta Regina Favre no programa Metrópolis da tevê
Cultura de São Paulo (assista pelo link abaixo) que poderíamos resumir assim:
Até a década de 1960, a
grande meta da mulher era encontrar e reter um homem que a protegesse (e a quem
ela ficava submissa). Depois da liberação feminina, a mulher ainda não
encontrou um novo modelo de realização pessoal. O modelo de liberdade total que
Amy Winehouse simbolizou é assustador, pois juntamente com a fama e a fortuna
vem o risco de morte.
O sucesso do livro,
segundo a terapeuta com 35 anos de experiência clínica com mulheres, deve-se à
proposição de um novo modelo de realização pessoal feminino: independência na
vida pública (no trabalho, etc) e submissão, por um homem que valha à pena, entre
quatro paredes.
No reino animal, o sexo mais forte fisicamente sempre predomina
sobre o mais fraco, assim, é da natureza do homem dominar e da mulher submeter-se.
A conquista da independência feminina, como efeito colateral, subtraiu das
mulheres poder de reter os homens (apenas levá-los para cama é bem mais fácil). 50 Tons de Cinza sugere uma alternativa
que, ao ser tão bem recebida pelo público feminino, reafirmaria o que muitas mulheres
têm dificuldade de aceitar: que não são somente eles que gostam de dominar, elas
também gostam, e muito, de ser dominadas.
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