quarta-feira, 25 de maio de 2011

A NOVA INVASÃO VIKING

O mundo está cada vez mais light, soft, cool, zen, yin. E pasmem, até a seleção natural darwinista vai por esse caminho. Ela, que já foi chamada de “a lei do mais forte”, indicando que os mais fortes normalmente vencem a luta pela reprodução, talvez passe a se chamar “a lei do mais belo”.

Está uma verdadeira febre a busca das mulheres solteiras européias por reprodutores altos, louros e de olhos azuis para suas “produções independentes”. Ajudados por uma legislação que permite o pleno anonimato do doador, as clínicas de fertilização e bancos de sêmen dinamarqueses não param de crescer. As clientes acessam o perfil do doador na Internet e, mediante uma taxa, fazem o download de uma foto dele bebê. É irresistível. Há clínicas que chegam a fazer 17 inseminações por dia.

A continuar assim, os genes nórdicos vão se espalhar como nunca pelo mundo.


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quarta-feira, 11 de maio de 2011

RICO GOSTA DE RICO E...

pobre de pobre. Em experiência do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, pessoas com diferentes níveis sociais ― com cérebros monitorados para medir a atividade elétrica na região associada ao prazer (striatum ventral) ― receberam informações sobre outras pessoas. O resultado não surpreendeu: os striata ventrais dos cérebros dos voluntários ficavam mais estimulados com informações sobre indivíduos percebidos como de status semelhantes a si próprios.


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sábado, 30 de abril de 2011

WILLIAM E KATE: POR QUE AGORA?

O príncipe William e Kate Middleton vivem juntos há anos*, por que resolveram se casar? Para terem filhos.

Em 2009, comentei sobre a atual dificuldade de se definir as relações estáveis dos casais: há quem more junto e se diga namorado e quem não coabite e se declare casado. Na postagem** sugiro definir-se casamento como o compromisso amoroso entre duas pessoas que têm ou querem ter filhos e namoro como o acordo afetivo que não inclui filhos. A diferença entre casamento e namoro não estaria na durabilidade, qualidade ou intensidade da relação e sim na disposição (ou não) de compartilhar a responsabilidade sobre filhos.

Namorar é um passo, morar junto é outro e constituir família, outro. William e Kate, como fazem muitos plebeus, namoraram um bom tempo morando separados e outro tanto morando juntos até resolverem ter filhos. Mas eles não têm direito de escolher entre casamento consensual e formal, entre simplicidade e luxo, pois, como herdeiros do trono, são obrigados aos protocolos da realeza.


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