domingo, 23 de fevereiro de 2014

UMA BOA PERGUNTA

Aproximadamente, metade da população é homem e metade é mulher.  Por que dentre elas há o sentimento generalizado de que faltam homens e neles o sentimento é de que mulheres não faltam?

Uma mulher me respondeu que não é que faltem homens é que faltam homens desejáveis porque a maioria não presta. E os que prestam, raramente, estão livres.

Não creio que, em média, as mulheres sejam melhores do que os homens e nem vice-versa. Porém, concordo que existam mais mulheres desejáveis do que homens. Simplesmente, porque eles são menos exigentes. Mas, por quê?

Por razões evolutivas.

Apesar de, conscientemente, nem sempre queiramos filhos, instintivamente, identificamos como desejáveis as pessoas mais adequadas à reprodução da espécie.

Devido a capacidade reprodutiva do homem ser praticamente ilimitada, qualquer mulher saudável lhe é desejável. Mas o desejo da mulher é necessariamente mais seletivo porque suas oportunidades reprodutivas são limitadas pela gravidez, amamentação e vida fértil mais curta.

Digamos que os homens se satisfaçam, ao menos durante algum tempo, com mulheres nota 4, enquanto elas querem, no mínimo, 7.

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sábado, 8 de fevereiro de 2014

DESMISTIFICANDO O SOBRENATURAL

A ocorrência de eventos pouco prováveis parece sobrenatural às pessoas que, ao contrário dos matemáticos, não estão familiarizadas com o Princípio da Improbabilidade: qualquer evento improvável torna-se provável em um contexto de grandes números.

Em um grupo pequeno, parece-nos uma incrível coincidência haver duas pessoas que façam aniversário no mesmo dia porque não nos damos conta de que ao se combinar as pessoas, duas a duas, formam-se muitos pares, precisamente, n x (n-1)/2.

Por exemplo, em uma classe de 30 alunos, são 435 pares possíveis (30 x 29 / 2), ou seja, 435 chances de haver coincidência. Calculando, a probabilidade de dois alunos fazerem aniversário no mesmo dia é de 68%. Portanto, é bem mais provável haver do que não haver dois alunos que façam aniversário no mesmo dia.

A ciência sabe muito, mas não sabe tudo. Digamos que a probabilidade de haver uma cura inexplicável de câncer seja mínima, uma em um milhão. Porém, como são mais de 14 milhões de casos de câncer registrados por ano, é razoável supor que, todo ano, aconteçam 14 curas passíveis de serem consideradas milagrosas.

Se você prestar atenção verá que por trás de todo acontecimento “sobrenatural” há um grande número. A própria existência do ser humano seria totalmente improvável sem bilhões de anos de seleção natural.

Fonte: Revista Scientific American, fevereiro de 2014, Never Say Never, pag. 58-61
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terça-feira, 19 de novembro de 2013

SEXO CASUAL NÃO COMPENSA PARA ELAS

Sob o título acima, o jornal O Globo do último domingo noticiou (pag. 47) pesquisa de universidades americanas mostrando que 75% das mulheres chegam ao orgasmo quando existe compromisso e apenas 40% (contra 80% dos homens) quando o encontro é casual. O que só vem corroborar minha tese de que o “ficar” não é bom para a mulher.

Porém, muita gente prefere crer em ideais a aceitar os limites que a natureza nos impõe. O que explicaria porque o comunismo, uma organização social própria de abelhas e formigas, e não da natureza humana, teve tantos simpatizantes.

A natureza feminina é diferente da masculina, sobretudo, a reprodutiva. Quando a natureza humana foi forjada, muito antes do advento da civilização, todo o encargo dos filhos gerados por sexo casual recaía sobre a mulher (atualmente, a maior parte ainda recai). Portanto, para o homem, constituir família tinha a vantagem de aumentar a probabilidade de sobrevivência dos filhos, enquanto o “sexo sem compromisso” tinha a vantagem de gerar filhos que não demandavam investimento. Para a mulher o “sexo sem compromisso” só tinha desvantagens.

Essa desigualdade se expressa nos sentimentos de cada gênero: para o homem, o simples fato de conseguir levar a mulher para a cama já é uma vitória, enquanto que para a mulher, o sexo seguido de indiferença ou rejeição é uma derrota.

Foi o ideal de igualdade entre os sexos que fez com que as mulheres considerassem o “sexo sem compromisso” uma conquista. Amarga ilusão!


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