
Segundo o darwinismo, paixão e amor são duas ferramentas de preservação da espécie humana, uma propicia o acasalamento, a outra mantém o casal unido para que crie o filho até a auto-suficiência.
Como a paixão nasce do desejo e não costuma resistir à sua plena e continuada satisfação, muitos casais ocidentais separam-se, pois não suportam o imenso vazio que a paixão deixa ao se extinguir. O casamento arranjado tende a ser mais estável porque começa em seu ponto mais baixo e segue em crescente intimidade até que, com um pouco de sorte, desenvolve-se o amor. E se o amor não vier? Assim como na luta pela subsistência não é preciso amar um emprego para se desejar preservá-lo, criar os filhos é razão mais do que suficiente para um casal tradicional manter-se unido.