terça-feira, 12 de maio de 2009

OTIMISMO E FELICIDADE

Parece haver uma estreita correlação entre otimismo e felicidade: o otimista sente-se feliz e quem está feliz fica otimista. E para participar desse “círculo VIRTUOSO” basta tirar proveito do darwinismo.

A função da felicidade na natureza humana é a mesma do prazer: perpetuar a espécie. A diferença é que a felicidade premia investimentos de longo prazo como o exercício do amor e das virtudes, enquanto o prazer recompensa atos imediatos como comer e fazer sexo. (...)

Algumas pessoas são claramente mais propensas à felicidade do que outras provavelmente, aquelas que têm o tal gene do otimismo (veja postagem anterior) , mas o que me deixa animado é saber que todos podemos ser mais felizes. Dá trabalho, mas vale a pena tentar.

Um bom estado geral de saúde é o primeiro passo. Faz bem cultivar hábitos saudáveis (...) Finalmente, como a natureza criou a felicidade para premiar o amor e as virtudes, podemos ser mais felizes exercitando nossas virtudes. (...) concentre-se nas virtudes de sua maior aptidão, não mais do que quatro ou cinco, e procure exercitá-las sempre que possível.*

Virtude se exercita cotidianamente no trabalho, em família ou com amigos, não é preciso ser santo, nem herói. Na próxima semana, dou um exemplo.

(*) Pág. 126 de “Dá Trabalho ser feliz, mas vale a pena”.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

GENE DO OTIMISMO! DÁ PARA IMPLANTAR?

A Revista Veja desta semana traz uma reportagem contando que pesquisadores ingleses e brasileiros teriam identificado, em estudos independentes, "o gene do otimismo", responsável pelo transporte da serotonina, neurotransmissor associado a sensações de bem-estar e felicidade. Quem possui determinada variante desse gene seria mais otimista. A reportagem acrescenta que estudos preliminares indicam que 40% da população brasileira tem essa variante do gene contra apenas 16% dos ingleses. Parece-me natural que as populações descendentes de imigrantes sejam realmente mais otimistas, pois o imigrante é necessariamente um otimista. Tem que acreditar muito na fortuna para se mudar para uma terra estranha, com muito pouco dinheiro, sem a proteção social de parentes e amigos, sem entender a língua local como os italianos, alemães, japoneses, árabes, etc que vieram para o Brasil e, ainda assim, acreditar que a vida vai melhorar.

É uma descoberta curiosa, mas enquanto não existe uma terapia genética capaz de implantar o gene do otimismo em quem não o possua, o que a ciência teria a nos aconselhar? A revista não diz, mas eu digo em “Dá trabalho ser feliz, mas vale a pena”. Aqui, falo sobre o assunto na próxima semana.

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terça-feira, 28 de abril de 2009

MACHO-ALFA

Ontem, uma terceira mulher veio a público afirmando ter um filho do ex-bispo e presidente (do Paraguai) Fernando Lugo. E a história pode não parar por aí. Segundo Damiana Hortência Morán Amarilla, mãe de Juan Pablo batizado em homenagem ao falecido Papa Jõao Paulo II mais seis mulheres estariam dispostas a entrar na Justiça para reivindicar a paternidade de Lugo para seus filhos. Outros rumores falam em 17 mulheres. (...) “Lugaucho tiéne corazón, pero no uso el condón”, diz a estrofe de “Lugaucho” do grupo Los Angeles, destacando que o ex-bispo não usou preservativo. (...) “sem maioria no Congresso, o grande capital político de Lugo era sua moral, que agora também está sendo questionada.” disse (a historiadora) Rivarola.¹

Em que circunstância um bispo com alta ambição política não guardaria o celibato e nem usaria preservativos? Quando sua natureza de macho-alfa é mais forte que sua fidelidade à Igreja e prudência política. É próprio do animal macho-alfa gerar prole numerosa e se eximir da responsabilidade de criar. O que explica, mas não justifica a postura. Pessoas escrupulosas procuram conhecer a natureza humana (animal) para se precaver de abusos, não para justificá-los.

O conselho de se afastar do que quiser evitar vale para comida, álcool, drogas, compras ou, em particular, para as tentações do amor.²

(1) “Um amante nota 10”, pág. 23 do jornal O Globo de 23/04.

(2) “Dá trabalho ser feliz, mas vale a pena”, pág. 94.

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